Chega morena, vem dançar forró
Eu quero ver você forrofiar
E no embalo dessa tua saia
Quero ver balão subindo até o sol raiar
Deixa de manha e vem dançar comigo
Que eu sou tu amigo e vou te ensinar
Como se faz um forrozinho bem gostoso
Que sobe pelo pescoço e faz se embolar
Deixa de manha e vem dançar comigo
Larga esse amido que eu sou mungunzá
Não te avexo, não te rodo o tempo todo
É só colar no meu corpo, dois pra lá e dois pra cá
Chega loirinha, vem dançar forró
Tú veio aqui, eu sei, foi pra dançar
Descruza os braços e vem pra grande roda
Que inda tem passei na roça e a cobra vai passar
Vai ter quentão e amendoim cozido
Canjica de milho e bolo de fubá
E não desgruda que a fogueira inda tem fogo
Os rojão tão no pipoco, nós tem mais é que dançar
Levanta a blusa, amarra no umbigo
O xadrex é colorido e de abutuar
Agora deixa o sanfoneiro aí tocando
Que eu também tou me animando e vou cair no arraiá.
Textos que nascem da inspiração e da falta dela, da insônia e da vontade de escrever.
domingo, 29 de abril de 2012
terça-feira, 10 de abril de 2012
Zelara
Escuridão ao meu redor
Em um sofá, dopado e só
Ela me aparece clara
Me leva em paz, Zelara
Seu beijo aquece minha alma
E me suga o calor
E sem amor me tira a dor.
Quando em seus braços eu repouso
Tudo pode então ter fim
E ela, o que resta para mim.
Anjo que chega a mim à noite
Brinca com letras das palavras
E depois de embaralhá-las
O que fica? Zelara
Seja de trem ou avião
O meio não importa mais
Pois só um fim ela me trás.
Se por fim deixei saudades
É sinal que bem te fiz
Ainda assim tú não me quis
(Mas ela quis), Zelara
Em um sofá, dopado e só
Ela me aparece clara
Me leva em paz, Zelara
Seu beijo aquece minha alma
E me suga o calor
E sem amor me tira a dor.
Quando em seus braços eu repouso
Tudo pode então ter fim
E ela, o que resta para mim.
Anjo que chega a mim à noite
Brinca com letras das palavras
E depois de embaralhá-las
O que fica? Zelara
Seja de trem ou avião
O meio não importa mais
Pois só um fim ela me trás.
Se por fim deixei saudades
É sinal que bem te fiz
Ainda assim tú não me quis
(Mas ela quis), Zelara
Vazio
E este sentimento que vai e volta sem parar
Dá um vazio no peito, dá vontade de mudar
Sumir, correr, fugir, uma montanha escalar
Mergulhar em um vulcão, no mais fundo ponto do mar
Dá vontade de estar em qualquer outro lugar
Menos este onde estou, talvez onde você está
domingo, 25 de março de 2012
Sem Tí
Te ví, tive e te perdi
Te tive aqui e não te ví
Viví sem tí e então sentí
Que eu sem tí só me perdí
segunda-feira, 12 de março de 2012
Inspiração
Quando à noite estou sozinho
E nada há o que fazer
Vasculho a mente sempre em busca
Do por que não escrever
Busco o motivo do silêncio onde antes eram gritos
Tantas vozes animadas, famintas em ganhar vida, em ter seus contos escritos
E então elas se foram, até hoje, até agora
De sua visita repentina, espero ansiosa hora
Como espíritos jamais encarnados, espetáculos nunca encenados
Busco as vozes, não as ouço, busco mera distração
Mas vejo que me deixaram, na pior situação
Quero fugir do mundo, o que dizem-me real
Quero um céu de diamantes, onde eu não passe mal
O que quero, é nada além de um sopro de inspiração
De mais um conto escrito, digitado ou à mão
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Baile de Máscaras
Me perseguem
Abro os olhos e vejo que ainda estão lá
Me cercam
Não sei quando vão parar
Estão por todos os lados
Sempre presentes e vêm aos bocados
Nunca
me deixam em paz
Parecem saber do que sou capaz
E ficam
Esperando mais
Não se satisfazem, nunca é demais
Queria que fossem reais
Suas fantasias, máscaras alegres
Me fazem feliz, fazem com que eu celebre
E colhem os frutos da celebração
Suas faces, sorrisos gentis
à esquerda e à direita pra me fazer feliz
E pago o custo da celebração
São eles
Aqui estão outra vez
Se quase tropeço me estendem a mão
Mas não os encontro quando estou no chão
Batizam-se
E dentre os nomes à mão
Escolhem parceiro, amigo e irmão
Abro os olhos e vejo que ainda estão lá
Me cercam
Não sei quando vão parar
Estão por todos os lados
Sempre presentes e vêm aos bocados
Nunca
me deixam em paz
Parecem saber do que sou capaz
E ficam
Esperando mais
Não se satisfazem, nunca é demais
Queria que fossem reais
Suas fantasias, máscaras alegres
Me fazem feliz, fazem com que eu celebre
E colhem os frutos da celebração
Suas faces, sorrisos gentis
à esquerda e à direita pra me fazer feliz
E pago o custo da celebração
São eles
Aqui estão outra vez
Se quase tropeço me estendem a mão
Mas não os encontro quando estou no chão
Batizam-se
E dentre os nomes à mão
Escolhem parceiro, amigo e irmão
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Sentidos
A solidão é o colírio que nos faz enxergar a importância do outro.
A culpa é o amplificador que nos faz ouvir o choro do próximo.
A verdade é como agulha que espeta a carne até a alma.
A desigualdade e a injustiça compõem a carniça que nos impregna as narinas.
E a hipocrisia é o tempero insosso que nos permite engolir tudo isso, imaginando campos de alfazema, ao toque de uma brisa suave, ouvindo o canto dos passáros enquanto olhamos o mar.
A culpa é o amplificador que nos faz ouvir o choro do próximo.
A verdade é como agulha que espeta a carne até a alma.
A desigualdade e a injustiça compõem a carniça que nos impregna as narinas.
E a hipocrisia é o tempero insosso que nos permite engolir tudo isso, imaginando campos de alfazema, ao toque de uma brisa suave, ouvindo o canto dos passáros enquanto olhamos o mar.
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