Textos que nascem da inspiração e da falta dela, da insônia e da vontade de escrever.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Cada um nos seus "prumode"
Porque gosto de escrever.
Não porque seja doutor
Ou faça isso pra viver.
Sou escritor
porque paro pra escrever.
E basta que um queira ler
pra que se torne meu leitor.
Sou brasileiro
Dando duro o ano inteiro
Pra ganhar o meu dinheiro
"Enricando seu dotô".
Sou preto e branco,
Sou mulato sertanejo,
Bronzeado bem praieiro,
Muitos tons em uma cor.
Meu carnaval
Não tem chiclete e nem Gandhi,
O meu som não tem badangue
Meu abadá é pele nua.
Na minha terra
Tem urubu e não condor.
Meu interesse é amor
E meu estádio é a rua.
E pra acabar,
Sete palmos numa cova
Serão o fim da minha trova,
Ponto final do meu viver.
Mas importante
É que apesar de toda prova
Escrevi uma folha nova
E até o final alguém quis ler.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Pra voar
Abriu sinal, mais uma corrida começando
Olha o sol, já é manhã, está nascendo
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
plus+mais
Tanta gente tá cheirando a cocaína
A melhor idade pra morrer é sempre a minha
Não me importa se você está sozinha
Há tanta gente que nem faz nem sai de cima
Loucos que ainda têm medo de morrer
Querem passar esse medo pra você
So fast to live, so young to die
Só é normal quando já não se aguenta mais
Enquanto os porcos vão comendo seus farelos
Os brasileiros sem visão desse inferno
E no DF continua tudo em paz
Mais um povo elegendo Barrabás
Não interessa se a ficha não está limpa
Dinheiro e influência removem toda tinta
As cadeiras são as peças do espelho
De um povo branco, preto, cinza e vermelho
E neste mundo que você ia mudar
Jogar uma bomba, soltar pombas, inovar
Agora cê já começou a se encaixar
E só depende de quanto vão te pagar
Eu quero mais (mais, mais,mais)
Você quer mais (mais, mais,mais)
Só querem mais
sex, drugs & rock n' roll
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
ΣΓΛ ΡUΤΔΓIUΜ
Politicagem da fama, consumista, preenche a televisão
É quando a desciclo vence a wikipédia
Chama o deputado pra tocar, fazer Baião
O vereador já se encontra no palco
Interpretação de coreografias imorais
Glicose pro presidente, baixa o preço do álcool
Castelo Monalisa, império Minas Gerais
Pra que se matar em aula, presa numa sala
Se abanar o rabo é nossa educação
Basta escolher o vestido ou minisaia
Quanto mais curtinho, maior sua projeção
Para o ato de lecionar não é dada importância
Deixa tudo enfiado que é melhor a remuneração
Te dão mais valor se mostrar a ambundância
Mais e mais se perdem, seguem nessa direção
Alunas e professoras vão lucrando pelos fundos
Humoristas e cantores aproveitam e metem a mão
As músicas são vendidas, o Ibope vai subindo
E assim vão garantindo o futuro da nação
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Chuva de pedras
Teu nome em meu sobrenome
Não garante salvação
Quero entender o bicho homem
O que eles fazem em Teu nome
Não merece Teu perdão
E se ficar o bicho come
Na escola elas passam fome
Mas dão banquetes na prisão
A tempestade já não some
Me tratam como lobisomem
Cobram minha circuncisão
Nesse joguinho já não caio
Que vá pra caca do saralho
Essa sua dedicação
E nem que caia mais um raio
O meu desejo já não traio
Pra evitar tua traição
E quando vejo já é maio
Eu ainda no trabalho
Junho já nas suas mãos
Eu vou pegar logo um atalho
Tou dando fim a esse ensaio
E que comece a construção
Não vou cortar o meu cabelo
Também não vou ser engenheiro
Escolho minha profissão
Tú não vai ver o meu dinheiro
Não vou dar duro o ano inteiro
Para te dar a solução
Dessa história já tou cheio
Não nasci em navio negreiro
E aprendi a dizer não
Venha e me corte pelo meio
Quero ver se aguenta o cheiro
Da minha indgnação
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Néon
Mas sou eu mesmo por ser bom ator
Notícias são escritas em vermelho
De um sangue derramado sem amor
Palavras distorcidas, verdades escondidas
Mentiras em um rio de néon
A sopa das ruas vem por votos nas urnas
Ou votos de natal e ano bom
A pedra vira gordura no cachimbo
Vendendo uma viagem garantida
Os seres vagam soltos pelo limbo
Pra eles mais uma vida perdida
Cartazes com fotos de uma banda
Seus rostos estampados numa capa
Colocam os seus fãs numa ciranda
Pensam conhecer do que não sabem nada
Quando vi que acabou não tive medo
Talvez por que estava tão na cara
Pude suportar sérios segredos
Mas não uma mentira engraçada
Palavras distorcidas, verdades escondidas
Mentiras em um rio de néon
A sopa das ruas vem por votos nas urnas
Ou votos de natal e ano bom
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Sem Título (por enquanto) 1
Às vezes me pergunto sobre minha existência.
Quase sempre me pergunto se existe um sentido
Então, sempre encontro uma resposta e logo volto a me perguntar.
Por onde passo vejo edifícios, pessoas vejo milhares
Embora saiba que só por aqui elas já são milhões
Carros passam famintos, cada um deles digerindo ao menos uma pessoa
Não tão famintos assim...
Parando pra observar, a grande maioria só engoliu uma pessoa cada.
A não ser os maiores...
Estes passam lotados, satisfeitos, abarrotados
São diferentes dos menores, engolem muitos de uma só vez.
E a cada porção que põem pra fora, engolem mais um, dois, três...
Os menores são mais exigentes, de paladar mais aguçado
Pros menores é exigido um tempero financeiro,
Pros maiores vai quem não está temperado.