Pobre do louco que sem seus amigos
De nada seria, nada valeria
Os loucos são poucos e sem ousadia
Esquecidos ficam à propria revelia
A nada se apegam e o nado que pregam
Ao fundo os leva
Se não tem à vela
O sopro amigo que ao alto lhes guia
E só sendo louco é que se fala
Se canta, se esbalda em versos sem fim
Que de nada falam e de tudo tratam
Que abrem o mundo que há dentro de mim
E sem seguir regras ou formas poéticas
Vou cambaleando pra dentro de mim
E quando eu saio de lá eu extraio
O que incomodava e apagava o estopim
Textos que nascem da inspiração e da falta dela, da insônia e da vontade de escrever.
sábado, 3 de maio de 2014
Balada do Insone
Enquanto você
No mundo dos sonhos passeia
Nos braços do sono esperneia
Pelos quatro estágios vagueia.
Eu que sozinho
A não ser o violão
Papel e lápis
O copo na mão.
Uma amigo em outro mundo
Mas na mesma sintonia
A insolente insônia
Obriga a aguardar o dia
As areias não recebo
Das mãos do João Pestana
Morfeu não me abana
Uma cantiga de ninar
A eles não vem o pesar
Não aos meus olhos
Que pela manha parecem chorosos
Pois não puderam repousar
No mundo dos sonhos passeia
Nos braços do sono esperneia
Pelos quatro estágios vagueia.
Eu que sozinho
A não ser o violão
Papel e lápis
O copo na mão.
Uma amigo em outro mundo
Mas na mesma sintonia
A insolente insônia
Obriga a aguardar o dia
As areias não recebo
Das mãos do João Pestana
Morfeu não me abana
Uma cantiga de ninar
A eles não vem o pesar
Não aos meus olhos
Que pela manha parecem chorosos
Pois não puderam repousar
domingo, 29 de abril de 2012
Deixa de Manha
Chega morena, vem dançar forró
Eu quero ver você forrofiar
E no embalo dessa tua saia
Quero ver balão subindo até o sol raiar
Deixa de manha e vem dançar comigo
Que eu sou tu amigo e vou te ensinar
Como se faz um forrozinho bem gostoso
Que sobe pelo pescoço e faz se embolar
Deixa de manha e vem dançar comigo
Larga esse amido que eu sou mungunzá
Não te avexo, não te rodo o tempo todo
É só colar no meu corpo, dois pra lá e dois pra cá
Chega loirinha, vem dançar forró
Tú veio aqui, eu sei, foi pra dançar
Descruza os braços e vem pra grande roda
Que inda tem passei na roça e a cobra vai passar
Vai ter quentão e amendoim cozido
Canjica de milho e bolo de fubá
E não desgruda que a fogueira inda tem fogo
Os rojão tão no pipoco, nós tem mais é que dançar
Levanta a blusa, amarra no umbigo
O xadrex é colorido e de abutuar
Agora deixa o sanfoneiro aí tocando
Que eu também tou me animando e vou cair no arraiá.
Eu quero ver você forrofiar
E no embalo dessa tua saia
Quero ver balão subindo até o sol raiar
Deixa de manha e vem dançar comigo
Que eu sou tu amigo e vou te ensinar
Como se faz um forrozinho bem gostoso
Que sobe pelo pescoço e faz se embolar
Deixa de manha e vem dançar comigo
Larga esse amido que eu sou mungunzá
Não te avexo, não te rodo o tempo todo
É só colar no meu corpo, dois pra lá e dois pra cá
Chega loirinha, vem dançar forró
Tú veio aqui, eu sei, foi pra dançar
Descruza os braços e vem pra grande roda
Que inda tem passei na roça e a cobra vai passar
Vai ter quentão e amendoim cozido
Canjica de milho e bolo de fubá
E não desgruda que a fogueira inda tem fogo
Os rojão tão no pipoco, nós tem mais é que dançar
Levanta a blusa, amarra no umbigo
O xadrex é colorido e de abutuar
Agora deixa o sanfoneiro aí tocando
Que eu também tou me animando e vou cair no arraiá.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Zelara
Escuridão ao meu redor
Em um sofá, dopado e só
Ela me aparece clara
Me leva em paz, Zelara
Seu beijo aquece minha alma
E me suga o calor
E sem amor me tira a dor.
Quando em seus braços eu repouso
Tudo pode então ter fim
E ela, o que resta para mim.
Anjo que chega a mim à noite
Brinca com letras das palavras
E depois de embaralhá-las
O que fica? Zelara
Seja de trem ou avião
O meio não importa mais
Pois só um fim ela me trás.
Se por fim deixei saudades
É sinal que bem te fiz
Ainda assim tú não me quis
(Mas ela quis), Zelara
Em um sofá, dopado e só
Ela me aparece clara
Me leva em paz, Zelara
Seu beijo aquece minha alma
E me suga o calor
E sem amor me tira a dor.
Quando em seus braços eu repouso
Tudo pode então ter fim
E ela, o que resta para mim.
Anjo que chega a mim à noite
Brinca com letras das palavras
E depois de embaralhá-las
O que fica? Zelara
Seja de trem ou avião
O meio não importa mais
Pois só um fim ela me trás.
Se por fim deixei saudades
É sinal que bem te fiz
Ainda assim tú não me quis
(Mas ela quis), Zelara
Vazio
E este sentimento que vai e volta sem parar
Dá um vazio no peito, dá vontade de mudar
Sumir, correr, fugir, uma montanha escalar
Mergulhar em um vulcão, no mais fundo ponto do mar
Dá vontade de estar em qualquer outro lugar
Menos este onde estou, talvez onde você está
domingo, 25 de março de 2012
Sem Tí
Te ví, tive e te perdi
Te tive aqui e não te ví
Viví sem tí e então sentí
Que eu sem tí só me perdí
segunda-feira, 12 de março de 2012
Inspiração
Quando à noite estou sozinho
E nada há o que fazer
Vasculho a mente sempre em busca
Do por que não escrever
Busco o motivo do silêncio onde antes eram gritos
Tantas vozes animadas, famintas em ganhar vida, em ter seus contos escritos
E então elas se foram, até hoje, até agora
De sua visita repentina, espero ansiosa hora
Como espíritos jamais encarnados, espetáculos nunca encenados
Busco as vozes, não as ouço, busco mera distração
Mas vejo que me deixaram, na pior situação
Quero fugir do mundo, o que dizem-me real
Quero um céu de diamantes, onde eu não passe mal
O que quero, é nada além de um sopro de inspiração
De mais um conto escrito, digitado ou à mão
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